A proposta de criar uma comissão externa foi apresentada pela deputada Katarina como resposta ao aumento alarmante de casos de feminicídio, que têm sido amplamente noticiados pela mídia e reportados por instituições públicas. “A legislação que clasifica o feminicídio foi um avanço importante, porém, como demonstram os dados, ela sozinha não tem sido capaz de contornar a escalada de violência”, destacou a parlamentar, ressaltando a urgência de medidas mais robustas.
Katarina enfatizou a gravidade da situação ao citar que, em um curto intervalo de 48 horas, seu estado, Sergipe, registrou três feminicídios e uma tentativa. Essa realidade, segundo ela, demanda uma resposta institucional imediata e eficaz, considerando a magnitude do problema.
Os objetivos da futura comissão externa incluem a avaliação e monitoramento das políticas públicas de combate à violência contra a mulher, bem como a investigação de falhas institucionais e a articulação de ações entre diferentes órgãos governamentais. Além disso, a comissão buscará propor medidas legislativas que possam contribuir para a redução do feminicídio, fenômeno que, em 2025, registrou um aumento de 34% em relação ao ano anterior, com quase seis mulheres assassinadas por dia no Brasil.
Esses dados revelam a gravidade da situação e a necessidade de um desenvolvimento contínuo e comprometido de políticas públicas eficazes. O envolvimento da sociedade, pesquisadores e todos que se preocupam com a causa é fundamental para criar um ambiente seguro e igualitário para as mulheres no país. A comissão geral na Câmara dos Deputados é, portanto, um passo crucial rumo à implementação de soluções concretas para uma questão que afeta profundamente a sociedade brasileira.
