CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprovou Projeto Que Proíbe Propaganda com Apelo Erótico Envolvendo Crianças e Adolescentes, Penalizando Infrações com Multas de até R$ 200 Mil

A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados deu um passo significativo em direção à proteção de crianças e adolescentes no ambiente publicitário. Em uma decisão tomada no mês de dezembro, os parlamentares aprovaram um projeto de lei que proíbe a veiculação de anúncios que contenham imagens ou mensagens de apelo erótico envolvendo o público jovem. Este projeto, relator pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO), busca criar um ambiente publicitário mais seguro e saudável, especialmente na era digital em que vivemos.

De acordo com a proposta, está proibida a utilização de crianças ou adolescentes em contextos de natureza erótica, que podem incluir gestos, falas, vestimentas ou posturas que insinuem sexualização. Não mais será aceitável a exibição de qualquer imagem que remeta a esta temática, mesmo que de forma implícita. A restrição abrange tanto conteúdos publicitários tradicionais quanto aqueles gerados por inteligência artificial.

As consequências para os infratores são severas. As penalidades incluem advertências, a obrigação de publicar retificações das propagandas irregulares e multas que podem variar de R$ 20 mil a R$ 200 mil, dependendo da gravidade da infração, do alcance da publicidade e da reincidência. Em casos de reincidência, esse valor pode ser elevado, o que demonstra a seriedade da norma.

É importante ressaltar que a versão aprovada foi modificada em relação ao projeto original, que pretendia proibir apenas a exploração da imagem feminina em publicidades de lingerie. Durante a discussão da medida, Gayer destacou a relevância da autorregulação no setor publicitário, enfatizando que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) já possui diretrizes éticas que visam a proteção da dignidade humana e que a imposição de proibições rígidas poderia trazer insegurança jurídica.

A proposta agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser submetida ao Plenário. Caso aprovada, ainda precisa receber a concordância do Senado para se tornar uma nova lei. Essa iniciativa reflete uma crescente preocupação com a proteção de direitos das crianças e adolescentes no âmbito da publicidade, buscando mitigar a erotização precoce na sociedade contemporânea.

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