CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Regulamentação do Filtro de Relevância para Recursos no STJ, Direcionando Questões Fundamentais à Sanção Presidencial.

No dia 14 de julho de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3085/26, que regulamenta o filtro de relevância para recursos especiais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A proposta, oriunda do Senado, agora seguirá para a sanção presidencial, conforme estipulado na Emenda Constitucional 125 de 2022.

A nova legislação introduz importantes modificações no Código de Processo Civil (CPC), detalhando como o relator de um recurso no STJ deve agir ao receber pedidos de análise de casos. O procedimento prevê que o relator pode suspender, por um período de seis meses, todos os processos pendentes relacionados ao tema, sejam eles individuais ou coletivos. Em situações onde são necessárias audiências públicas ou a participação de terceiros, essa suspensão pode ser prorrogada uma única vez, por um período semelhante.

O filtro de relevância é uma inovação destinada a garantir que o STJ analise apenas aqueles recursos que apresentem um impacto significativo, seja de ordem social, econômica, política ou jurídica. Isso significa que o solicitante de análise deve justificar a relevância do recurso, demonstrando que o caso vai além do interesse pessoal das partes envolvidas.

Esse tipo de recurso é aplicado a causas referentes ao direito federal infraconstitucional, sendo reservado ao Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento de questões constitucionais.

O parecer, relatado pelo deputado Raniery Paulino (Republicanos-PB), foi aprovado sem alterações significativas. Durante a votação, uma emenda proposta pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC) que visava estabelecer novos casos de relevância presumida foi rejeitada. Essa emenda incluía ações envolvendo direitos fundamentais, como habeas corpus, ações de execução penal e ações civis públicas que lidam com direitos difusos ou coletivos, além de ações que envolvem um grupo superior a mil pessoas.

Com essa aprovação, espera-se que a nova regulamentação traga mais clareza e eficácia ao processo de análise de recursos no STJ, contribuindo para uma melhor administração da justiça. A expectativa agora recai sobre a sanção presidencial, que decidirá a implementação dessa importante mudança na legislação brasileira.

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