O Projeto de Lei 756/25 foi respaldado por um substitutivo do deputado Romero Rodrigues, do Podemos da Paraíba, que atuou como relator. Com a aprovação, as ações de incentivo e fomento aos eventos religiosos da cidade deverão respeitar as diretrizes da legislação orçamentária e as normas de responsabilidade fiscal. Segundo Rodrigues, o reconhecimento oficial dessas festividades serve como um estímulo à preservação das manifestações culturais e religiosas, além de atrair investimentos tanto públicos quanto privados para aprimorar a infraestrutura turística e de serviços da região.
O relator destacou ainda o potencial do turismo religioso, que se apresenta como um dos segmentos mais resilientes e dinâmicos do turismo global. De acordo com a Organização Mundial do Turismo, esse nicho movimenta milhões de pessoas anualmente, funcionando independentemente das flutuações econômicas. O deputado citou exemplos de sucesso no Brasil, como as experiências em Aparecida, São Paulo e Juazeiro do Norte, Ceará, onde a fé impulsiona a economia local de maneira significativa.
Ao comentar sobre a proposta, Rodrigues ressaltou que Campina Grande conseguiu estabelecer um ecossistema de eventos que abrange diferentes tradições religiosas, atraindo um público que anteriormente se dirigia a festividades mais típicas de outras cidades, como Rio de Janeiro e Salvador. “Ao se posicionar como uma alternativa viável ao Carnaval tradicional, Campina Grande criou um nicho de mercado único”, afirmou.
No entanto, o deputado Chico Alencar, do PSOL do Rio de Janeiro, alertou para que esse reconhecimento não se transforme em uma forma de marginalizar as festividades carnavalescas, que também são uma parte essencial da cultura brasileira. “O carnaval possui sua importância, e o justo reconhecimento dos eventos religiosos não deve demonizá-lo”, disse.
Com essa aprovação, a expectativa é que o Carnaval da Paz ganhe visibilidade e apoio, fortalecendo suas tradições e, ao mesmo tempo, diversificando as opções de turismo na região.







