CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Projeto que Reconhece Marcha para Jesus como Patrimônio Cultural e Autoriza Recursos Públicos para Eventos Gospel no Brasil

No dia 31 de março de 2026, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados passou a considerar a Marcha para Jesus como um “bem cultural imaterial da nação brasileira”. Essa decisão foi acompanhada da aprovação do projeto de lei 2179/19, que prevê a destinação de recursos públicos de diversas esferas — municipal, estadual, distrital e federal — para a realização de eventos religiosos em todo o Brasil.

O autor do projeto, o deputado Pastor Sargento Isidório, do partido Avante da Bahia, defende que a iniciativa é de extrema importância para reconhecer a relevância cultural, social, econômica e turística das manifestações religiosas cristãs no país. Ele lembrou que a Marcha para Jesus já ganhara um espaço oficial no calendário brasileiro com a sanção da Lei 12.025, em 2009.

Isidório argumenta que eventos cristãos, tanto evangélicos quanto católicos, são fundamentais para a mobilização social, oferecendo conforto espiritual e gerando não apenas emprego temporário, mas também movimentando as economias locais, especialmente no que se refere ao comércio e ao turismo religioso.

Após a aprovação na Comissão de Cultura, o projeto agora avança para o Senado, onde será analisado. Para que se torne lei, ele ainda precisa passar pela aprovação dos senadores e, posteriormente, ser sancionado pelo presidente da República.

A Marcha para Jesus, que teve sua primeira edição em 12 de junho de 1993, na cidade de São Paulo, consolidou-se como um dos principais eventos cristãos em todo o país. Segundo os organizadores, essa manifestação religiosa ocorre em todos os estados brasileiros, atraindo milhares de pessoas a celebrações recheadas de música e expressões de fé, configurando-se como um forte símbolo da religiosidade no Brasil.

Dessa forma, a aprovação do projeto na Câmara representa não apenas um reconhecimento da cultura do país, mas também a possibilidade de um impacto significativo nas sociedades locais, promovendo eventos que reforçam laços comunitários e expandem a atuação de grupos religiosos em todo o território nacional. Agora, resta aguardar as próximas etapas legislativas para que a proposta transite para a fase final de aprovação.

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