CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Projeto que Impõe Prazo para Autorização de Viagem de Menores com Apenas um dos Pais para Prevenir Sequestro Parental

No dia 23 de março de 2026, a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados deu um passo importante na proteção dos direitos de crianças e adolescentes ao aprovar o Projeto de Lei 2977/24. Esta proposta, elaborada pelo deputado Domingos Neto (PSD-CE), institui uma nova regra que estabelece um prazo máximo de validade para a autorização de viagem ao exterior de menores que estejam acompanhados por apenas um dos pais. Essa validade será inferior a um ano e estará condicionada à data de retorno ao Brasil.

A iniciativa visa mitigar o risco de sequestro parental, que ocorre frequentemente em disputas familiares, quando um dos genitores leva a criança para outro país sem o consentimento atualizado do outro responsável. Esse tipo de situação não é incomum e tem gerado muitas complicações legais e emocionais, tanto para os estudantes quanto para as famílias envolvidas.

Atualmente, conforme a legislação vigente, a autorização judicial não é necessária se a criança viajar com ambos os pais ou com apenas um deles, desde que este apresente uma autorização por escrito do outro genitor. No entanto, o texto atual não especifica um prazo de validade para esse documento, o que pode levar a mal-entendidos e abusos. Com as mudanças propostas, a relatora da matéria, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), argumentou que a nova regra é imprescindível, pois a dinâmica das relações familiares pode alterar-se com o tempo, tornando documentos anteriores inadequados.

Laura Carneiro ressaltou que, em contextos de disputas familiares, um genitor pode tentar levar a criança para o exterior sem o consentimento necessário, colocando em risco a segurança do menor. A proposta, portanto, busca garantir que as decisões sobre viagens internacionais sejam tomadas em circunstâncias que assegurem a proteção das crianças e adolescentes.

O projeto agora tramita em caráter conclusivo e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se torne lei, ainda precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República. A discussão em torno da proposta é um reflexo da crescente preocupação com a segurança e o bem-estar dos menores de idade em situações de conflito familiar.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo