CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados aprova projeto que garante carga de 30 horas semanais para assistentes sociais, fortalecendo direitos e proteção da categoria profissional.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo significativo rumo à proteção da profissão de assistente social ao aprovar um projeto de lei que estabelece uma carga de trabalho de 30 horas semanais para esses profissionais, independentemente do setor em que atuam, seja público ou privado. Essa iniciativa visa garantir que todos os assistentes sociais tenham uma jornada equitativa, algo que já estava previsto na legislação anterior, especificamente na Lei 12.317/10. No entanto, a proposta, que recebeu a numeração 2635/20 e é de autoria do deputado Gervásio Maia (PCdoB-PB), busca eliminar as incertezas que cercam a aplicação dessa norma entre os assistentes sociais do serviço público.

Durante a discussão, Maia ressaltou que a aplicação da legislação anterior gerou confusão, pois algumas decisões judiciais haviam negado a validade da regra para servidores públicos. Essa situação demonstrava uma necessidade urgente de uma definição clara e eficiente sobre a carga horária desses profissionais.

A relatora do projeto, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), destacou a importância da proposta, recomendando sua aprovação na forma de um substitutivo que já havia sido discutido em outra comissão vinculada ao tema da Previdência e assistência social. O substitutivo não apenas reafirma a jornada de 30 horas semanais, mas também cria o Dia Nacional do Assistente Social, celebrado em 15 de maio, e garante que a nova carga horária seja aplicada a profissionais da iniciativa privada com contratos ativos, sem que isso implique redução salarial.

Laura Carneiro enfatizou que a limitação no tempo de trabalho é vital para a preservação da saúde física e mental dos assistentes sociais, apontando ainda que essa é uma questão que está alinhada aos direitos constitucionais. “O projeto promove a isonomia e valoriza uma categoria profissional fundamental para a implementação de políticas públicas e para a defesa dos direitos de populações vulneráveis”, afirmou.

Em relação aos próximos passos, a proposta agora tramita em caráter conclusivo e poderá avançar à votação no Senado, a menos que haja um pedido para que seja apreciada também pelo Plenário da Câmara. Para que a proposta se transforme em lei, será necessária a aprovação tanto da Câmara quanto do Senado, além da sanção presidencial. O projeto já recebeu aval de outras comissões da Câmara, incluindo as de Trabalho, e de Finanças e Tributação. Com isso, a expectativa é que, em breve, essa importante modificação na legislação beneficie diretamente a atuação dos assistentes sociais em todo o país.

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