CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Projeto que Equipara Seguro-Desemprego de Empregados Domésticos aos Demais Trabalhadores, Avançando em Direitos Trabalhistas.

Em uma recente reunião, a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados deu um passo significativo rumo à equiparação dos direitos dos trabalhadores domésticos com os demais profissionais no que diz respeito ao acesso ao seguro-desemprego. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 101/25, que estabelece essa igualdade nos critérios de cálculo do benefício, recebeu a aprovação da relatora, deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo.

A relatora enfatizou a importância da proposta, destacando que, com sua aprovação, os empregados domésticos poderão receber até cinco parcelas do seguro-desemprego, com valores calculados de acordo com a média salarial, em conformidade com o que já é aplicado a outros trabalhadores. “Isso representa um avanço crucial para garantir maior justiça e equidade aos trabalhadores domésticos”, declarou Erika Hilton.

Atualmente, a legislação vigente, estabelecida pela Lei Complementar 150/15, oferece aos empregados domésticos uma proteção limitada. Ao serem demitidos sem justa causa, esses trabalhadores têm direito a apenas um salário mínimo, recebido durante um máximo de três meses, seja de forma contínua ou alternada. Em contrapartida, a Lei do Seguro-Desemprego para as demais categorias de trabalhadores permite um benefício que varia entre R$ 1.621,00 e R$ 2.518,65, dependendo do tempo de serviço, podendo ser pago por três a cinco meses.

Guilherme Boulos, deputado licenciado e autor da proposta, ressaltou que, embora tenha havido progresso na equiparação de direitos entre os empregados domésticos e outros trabalhadores, ainda existem lacunas que perpetuam a desigualdade no tratamento. A proposta busca sanar essas disparidades e reconhecer o valor do trabalho doméstico.

Os próximos passos para que a proposta se transforme em lei incluem a análise do projeto pelas Comissões de Finanças e Tributação, além de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para votação no Plenário. Para ser oficialmente sancionado, o projeto passará ainda pelo Senado, onde enfrentará novos debates e análises. A expectativa é de que essa mudança legislativa traga mais dignidade aos trabalhadores domésticos e reflita um passo adiante na luta por direitos iguais no mercado de trabalho.

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