O projeto estabelece critérios rigorosos para a certificação e identificação desses produtos, exigindo total transparência quanto à origem dos ingredientes utilizados. A rotulagem deve incluir um selo específico, e a fiscalização será realizada por órgãos competentes, com a possibilidade de regulamentação futura pelo Poder Executivo. Essa iniciativa é um passo importante para atender à comunidade judaica no Brasil, além de promover uma maior diversidade cultural e religiosa no país.
Economicamente, a medida pode trazer novos horizontes. O deputado Beto Richa, relator do projeto, ressaltou o potencial de estimular a produção local, gerar oportunidades de exportação e diversificar a pauta comercial nacional, tudo isso sem impor ônus adicionais ao Estado ou ao setor privado. Ele também destacou que a proposta está alinhada com os princípios de liberdade religiosa, assegurando o direito das comunidades de praticarem seus costumes e crenças.
O conceito de kosher, que significa “adequado” ou “próprio”, refere-se a leis alimentares rigorosas que se preocupam com a pureza e a espiritualidade dos alimentos. Entre as normas, estão a proibição de certos animais, como porcos e frutos do mar, e a separação rigorosa entre carnes e laticínios durante o preparo e consumo. Os alimentos que atendem a essas exigências costumam ser acompanhados de um selo de certificação, indicando que sua produção foi supervisionada por autoridades rabínicas.
Com a aprovação na comissão, o projeto agora seguirá para uma análise mais profunda nas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania, com a perspectiva de tramitação em caráter conclusivo. Para que se torne lei, ainda precisa passar pela aprovação dos deputados e senadores. Essa proposta não apenas evidencia um avanço legislativo, mas também abre espaço para um diálogo mais profundo sobre a diversidade cultural e religiosa no Brasil.






