CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados aprova projeto para proteger agentes públicos ameaçados na luta contra o crime organizado e ampliar medidas de segurança.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deu um importante passo ao aprovar um projeto de lei que visa estabelecer mecanismos de proteção para agentes públicos que enfrentam ameaças em decorrência de suas funções, especialmente na luta contra o crime organizado. O projeto é um substitutivo elaborado pelo deputado Sanderson (PL-RS) ao original do colega Bruno Lima (Pode-SP), e apresenta uma série de mudanças que ampliam o escopo das categorias que poderão solicitar proteção.

Dentre as medidas que poderão ser implementadas estão a escolta armada, o fornecimento de veículos blindados, o aumento da segurança em residências e locais de trabalho, além da preservação dos dados pessoais dos solicitantes. A análise dos pedidos ficará a cargo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que trabalhará em colaboração com estados e o Distrito Federal para garantir a efetivação dessas proteções.

Entre as categorias que poderão usufruir dessas medidas estão policiais civis, militares e federais, magistrados, defensores públicos, membros do Ministério Público, parlamentares que sofrem ameaças em função de sua atuação, oficiais de justiça, peritos, guardas municipais e agentes socioeducativos, incluindo aqueles já aposentados ou inativos. Sanderson destacou a vulnerabilidade que esses profissionais enfrentam, ressaltando que eles frequentemente se tornam alvos de facções criminosas. Para o relator, o Estado deve agir para proteger quem zela pela lei e pela ordem pública, evitando que esses profissionais fiquem expostos a represálias.

Atualmente, a legislação brasileira já contempla a proteção de testemunhas, vítimas e defensores de direitos humanos, mas não oferece uma política específica voltada para agentes públicos ameaçados em função de sua atuação. Com a aprovação desse projeto, espera-se preencher essa lacuna, utilizando recursos do Ministério da Justiça, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Agora, o projeto ainda precisa passar por análise nas comissões de Finanças e Tributação, além de Constituição e Justiça e Cidadania. Para que se torne lei, será necessário o aval da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em um processo que reflete a urgência em garantir a segurança daqueles que se dedicam a proteger a sociedade.

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