CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Projeto de Lei para Incentivar Economia Solidária na Amazônia e Conservação da Floresta.

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados deu um passo importante na promoção da economia solidária na região Norte do Brasil. Recentemente, foi aprovado um projeto de lei que visa incentivar cooperativas e pequenos negócios comunitários. A proposta, que busca auxiliar comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas a transformar os recursos naturais da Amazônia em fonte de renda, tem como foco a conservação ambiental.

O projeto determina que o governo federal priorize a criação de incubadoras na Amazônia, que servirão como estruturas de apoio para aqueles que desejam iniciar suas atividades empreendedoras. Elas oferecerão treinamento, assistência técnica e gerencial, ajudando especialmente os produtores locais nos primeiros passos de seus negócios. O deputado Duda Ramos, autor da proposta, destacou que atualmente, menos de 3% dos empreendimentos solidários da região já passaram por alguma incubadora, indicando a necessidade urgente de apoio especializado.

A relatora do projeto, deputada Dandara, aprovou um substitutivo que adaptou a proposta original, que previa a criação de um novo programa governamental. Segundo Dandara, essa abordagem poderia enfrentar desafios legais e orçamentários. Em vez disso, a prioridade para a Amazônia será inserida na já existente Lei do Sistema Nacional de Economia Solidária, que possui um orçamento previsto.

É importante notar que a proposta de apoio ao Norte do país deve ser adaptada às características locais. Dandara enfatizou que uma incubadora na Amazônia não pode seguir o mesmo modelo de uma incubadora em São Paulo, uma vez que a infraestrutura e o transporte de cargas na região dependem das condições dos rios e que muitas comunidades estão isoladas.

Outro aspecto relevante da nova lei é o estímulo a “tecnologias sociais amazônicas”. Isso envolve a criação de soluções técnicas sustentáveis e acessíveis, desenvolvidas em conjunto com universidades e as próprias comunidades, para resolver problemas cotidianos. Exemplos incluem métodos para conservar polpas de frutas durante longas viagens de barco ou o uso de energia solar em áreas sem acesso à eletricidade.

O projeto agora segue para análise nas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e Cidadania. Para sua efetivação como lei, ele precisará passar pela aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado. A expectativa é que essas medidas fortalecem a economia local e promovam a preservação do meio ambiente na Amazônia.

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