Os recursos alocados visam principalmente o enfrentamento da gripe aviária, uma preocupação crescente desde que a doença foi identificada em granjas comerciais no Rio Grande do Sul em maio de 2025. A situação se agravou com a detecção de focos em diversas outras regiões do país, como Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, bem como no Distrito Federal, totalizando dez focos ao longo do ano. Além da gripe aviária, o investimento também abrange o controle de pragas como a mosca-da-carambola, a monilíase do cacaueiro e a vassoura-de-bruxa da mandioca.
O montante aprovado praticamente dobra o valor destinado, em 2025, para o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, que lida diretamente com emergências no setor agropecuário. A distribuição dos recursos é feita de maneira estratégica: R$ 45 milhões serão utilizados pelo governo federal em despesas correntes, como aquisição de produtos e contratações; R$ 29,5 milhões serão investidos em obras públicas que se integrarão ao patrimônio da União; e R$ 9 milhões serão repassados para os governos estaduais, fortalecendo a atuação local no combate às pragas e doenças.
As medidas excepcionais do tipo, frequentemente chamadas de créditos extraordinários, são liberadas em situações de emergência e permitem a utilização imediata dos recursos, garantindo que as ações sejam rápidas e eficazes. Com essa iniciativa, o governo busca proteger a saúde pública e a produção agrícola do Brasil, levando em conta o impacto econômico que as emergências sanitárias podem causar. A aprovação da MP sinaliza um comprometimento do Legislativo em tratar questões críticas para a agropecuária brasileira.
