CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados aprova lei que concede incentivos fiscais para transporte coletivo alternativo, beneficiando cooperativas de vans e profissionais autônomos.

A Câmara dos Deputados, por meio da Comissão de Desenvolvimento Urbano, deu um passo importante ao aprovar o Projeto de Lei 6168/23. Este projeto estabelece um regime de incentivos fiscais voltado para cooperativas de vans e profissionais autônomos que atuam no transporte coletivo alternativo. O novo regime, denominado Regime Especial de Incentivos para o Transporte Público Coletivo Alternativo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitaup), visa promover a redução de impostos sobre a prestação desses serviços, bem como a aquisição de insumos essenciais, como combustíveis e peças de reposição.

Com autoria da deputada Laura Carneiro, do PSD do Rio de Janeiro, o Reitaup terá vigência de cinco anos, durante os quais a União será responsável por determinar anualmente um teto para a desoneração fiscal. Importante notar que o projeto impõe restrições para que transportadores endividados com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de débitos com os fiscos federal, estadual ou municipal, fiquem excluídos deste regime de incentivo.

Entre as principais isenções previstas, destaca-se a redução a zero das alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins que incidem sobre o faturamento das empresas de transporte alternativo. Também está prevista a diminuição das alíquotas da Cide-combustíveis, que incide sobre o óleo diesel usado nessas operações, bem como sobre outros insumos como veículos e pneus.

O relator da proposta, deputado Thiago Flores, defendendo as alterações feitas no texto original, explicou que retirou a obrigatoriedade de a medida abranger todos os municípios com mais de 50 mil habitantes, a fim de preservar a autonomia dos municípios na organização e oferta dos serviços de transporte. O relator enfatizou que o modelo adotado é de adesão, garantindo aos municípios a liberdade de decidir sobre a implementação do programa.

Agora, o projeto seguirá em caráter conclusivo, passando por novas análises nas comissões de Viação e Transportes, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, o projeto também precisará ser aprovado pelo Senado. Essa iniciativa, se aprovada, representa um passo significativo para fortalecer o transporte coletivo alternativo no Brasil, beneficiando tanto os prestadores de serviços quanto os usuários.

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