CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Isenção de ISS para Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2027, com Implicações Fiscais para Municípios e DF.

Na sessão plenária da Câmara dos Deputados realizada na quarta-feira, um importante projeto foi aprovado, permitindo que municípios e o Distrito Federal concedam isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para eventos relacionados à Copa do Mundo da FIFA de 2027, voltada ao futebol feminino. A proposta, agora encaminhada ao Senado, é do Poder Executivo e busca legalizar a concessão de benefícios fiscais às pessoas jurídicas que já desfrutam de isenções tributárias federais, conforme legislações específicas.

Com o Projeto de Lei Complementar (PLP) 55/26, o governo cumpre uma exigência vinculada à candidatura do Brasil para sediar o torneio, que ocorrerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. O compromisso assumido pelo país inclui uma “agenda ampla de desonerações fiscais em todos os níveis da Federação”. O impacto fiscal para o Orçamento da União é considerado nulo, uma vez que o ISS é um tributo municipal, e qualquer renúncia fiscal deve ser calculada e aprovada pelas legislações municipais e distrital.

A discussão em plenário contou com a análise do parecer da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que ressaltou a constitucionalidade e a técnica legislativa do projeto. O prazo de vigência da isenção coincidirá com o dos incentivos fiscais concedidos em nível federal, tornando a aprovação uma etapa crucial para a realização do evento.

O Brasil se tornará o primeiro país da América do Sul a acolher a Copa do Mundo de Futebol Feminino, que incluirá jogos em oito cidades: Fortaleza, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Recife e Belo Horizonte. Durante o debate, a deputada Laura Carneiro enfatizou a importância da votação para o fortalecimento do esporte feminino no Brasil.

Por outro lado, a proposta também gerou críticas. O deputado Helder Salomão (PT-ES) defendeu a valorização do futebol feminino, afirmando que o evento pode alavancar o turismo e a geração de empregos. Em contrapartida, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) questionou a prioridade dada à realização da Copa, sugerindo que isso poderia onerar trabalhadores de outras áreas, dependentes dos tributos que deixariam de ser arrecadados. O debate continua refletindo a divisão de opiniões sobre o impacto econômico e social do evento.

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