CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Inclusão do Empreendedorismo como Direito Fundamental no Estatuto da Juventude

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar o Projeto de Lei 4547/25, que busca revisitar o Estatuto da Juventude. A proposta, apresentada pelo deputado Márcio Marinho, do partido Republicanos da Bahia, visa incluir o empreendedorismo como um direito fundamental dos jovens, ao lado de aspectos como profissionalização, trabalho e geração de renda.

O projeto determina que o poder público deverá fomentar o empreendedorismo por meio de diversas iniciativas. Entre essas, estão a criação de linhas de crédito específicas e condições facilitadas para aqueles que desejam abrir ou expandir seus negócios. Além disso, a proposta contempla a implementação de programas de capacitação técnica e gerencial, além do apoio ao surgimento de startups e microempresas, reconhecendo a importância crescente desses modelos de negócio na economia nacional.

O relator do projeto, deputado Jorge Goetten, também do Republicanos, mas de Santa Catarina, destacou que a atualização legislativa é uma resposta necessária às transformações socioeconômicas do Brasil, onde o empreendedorismo se torna um vetor para o desenvolvimento. Goetten salientou que garantir esse direito por meio de legislação é essencial para propiciar condições que favoreçam tanto a prosperidade individual quanto o progresso coletivo.

Além disso, ele ressaltou que a juventude brasileira é uma força motriz por trás do crescimento de pequenos negócios, refletindo não apenas uma estratégia de sobrevivência, mas também uma oportunidade de realização pessoal e contribuição social.

Durante a tramitação, o relator fez ajustes na proposta original para conferir maior precisão jurídica. Uma das modificações importantes detalha que a inclusão de educação empreendedora nos currículos de ensino médio e superior deve ocorrer por meio de parcerias voluntárias entre instituições de ensino e serviços sociais focados na formação profissional e na aprendizagem, como o Senai, Senac, Senar, Senat e Sebrae. Essa mudança foi feita para evitar referências genéricas e assegurar que essas entidades atuem conforme suas finalidades.

Agora, o projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, onde será analisado de forma conclusiva. Para se tornar uma lei efetiva, ele precisará da aprovação dos deputados e senadores, além da sanção do presidente da República. A proposta, se aprovada, poderá trazer impactos significativos na forma como o empreendedorismo é abordado e incentivado para a juventude brasileira, estabelecendo um novo marco na promoção de oportunidades e no desenvolvimento sustentável do país.

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