CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados aprova benefício fiscal para planos de previdência privada contratados antes de 2005, promovendo tratamento igualitário entre beneficiários.

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados tomou uma decisão importante ao aprovar um projeto de lei que visa beneficiar os detentores de planos de previdência privada que foram contratados antes de 2005. Essa iniciativa permite que esses cidadãos escolham optar pelo regime de tributação regressiva do Imposto de Renda (IR), uma alternativa que pode se revelar mais vantajosa para aqueles que mantêm seus investimentos por um período prolongado, geralmente superior a dez anos, já que a alíquota do imposto chega a diminuir para 10%.

A proposta, que recebeu a relatoria da deputada Laura Carneiro, do PSD do Rio de Janeiro, é uma resposta a uma lacuna identificada na legislação existente, que limitava essa vantagem apenas aos planos firmados após 2005. De acordo com a nova regra, os beneficiários de planos de previdência privada que não escolheram o modelo tributário anteriormente estarão agora autorizados a migrar para a tabela regressiva no momento de realizarem o saque de seus fundos ou ao receberem a aposentadoria.

Laura Carneiro destacou a importância do princípio da isonomia tributária, ressaltando que não seria justificável a existência de uma diferença de tratamento entre beneficiários que pertencem à mesma categoria de planos. Com a aprovação do projeto, todas essas pessoas passarão a ter igualdade de condições, promovendo uma justiça fiscal em relação à tributação sobre seus investimentos em previdência.

O projeto, identificado como PL 2752/25 e idealizado pelo deputado Luiz Carlos Hauly, do Podemos do Paraná, ainda seguirá para análise das comissões de Finanças e Tributação, além da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Esse trâmite, que ocorre em caráter conclusivo, implica que não será necessário passar pelo plenário, exceto em caso de divergências. Para que a proposta se torne lei, ela precisará ser deliberada e aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

Assim, a medida representa um avanço significativo para quem planeja sua aposentadoria e busca aliviar a carga tributária sobre seus investimentos, promovendo um ambiente mais justo e equitativo no que tange à previdência privada no Brasil.

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