CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Analisa Projeto de Lei que Permite Uso do FGTS para Tratamento de Doenças Graves em Animais de Estimação

No dia 20 de fevereiro de 2026, uma proposta inovadora que visa a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o tratamento de doenças graves em animais de estimação começou a ganhar destaque na Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei 6772/25, de autoria do deputado Duda Ramos, do MDB-RR, busca alterar a legislação vigente do FGTS, permitindo que trabalhadores que possuam animais sob sua responsabilidade possam sacar dinheiro para arcar com os custos de tratamentos veterinários.

De acordo com a proposta, o saque do FGTS será permitido para animais que sejam de propriedade do trabalhador ou que estejam sob sua guarda. Para viabilizar essa movimentação, o trabalhador deverá seguir uma série de requisitos. Entre eles, é necessário apresentar um comprovante de propriedade ou guarda do animal, uma avaliação técnica de um médico-veterinário que comprove a existência de uma doença grave e, por fim, um orçamento ou relatório que estime os custos do tratamento.

O projeto categoriza como doenças graves aquelas que incluem neoplasias malignas, doenças infecciosas que oferecem risco à vida e insuficiências orgânicas em estágio avançado ou irreversíveis. Além disso, doenças raras e degenerativas poderão ser consideradas, desde que regulamentadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, em conjunto com o Conselho Federal de Medicina Veterinária.

Duda Ramos justifica a proposta ao ressaltar que a medida reflete a realidade das “famílias multiespécie” no Brasil. O deputado argumenta que, atualmente, inúmeras famílias são forçadas a enfrentar a perda de seus pets devido à falta de recursos para tratamentos adequados. O projeto pretende, portanto, promover um avanço significativo no cuidado e na proteção dos animais.

Quanto às regras de utilização, o projeto permite um saque anual por animal, com exceções nos casos de agravamento da doença ou de seu reaparecimento. O limite máximo do valor a ser sacado ainda será definido por regulamentação posterior do Poder Executivo.

A proposta agora segue para análise nas comissões pertinentes – Trabalho, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e Cidadania – e, para se tornar lei, precisa ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado. Essa iniciativa, se aprovada, poderá significar um importante passo na relação entre os cidadãos e seus animais de estimação, reconhecendo e valorizando o papel dos pets nas famílias brasileiras.

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