CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Analisa Projeto de Lei que Cria Crime de Fraude em Entidades Sem Fins Lucrativos para Desvio de Recursos Públicos

Câmara dos Deputados Avalia Projeto de Lei para Combater Fraudes em Entidades sem Fins Lucrativos

Na manhã do dia 8 de abril de 2026, o deputado Cabo Gilberto Silva, membro do PL da Paraíba, apresentou um novo projeto de lei que visa criar um crime específico para punir a constituição e o uso fraudulento de entidades privadas sem fins lucrativos. A proposta, identificada como Projeto de Lei 1054/26, está atualmente em análise na Câmara dos Deputados e, se aprovada, será incorporada ao Código Penal brasileiro.

O projeto estabelece que aqueles que formarem ou utilizarem essas entidades de maneira fraudulenta, com o intuito de simular uma atuação em prol do interesse público para obter recursos financeiros do governo, poderão ser punidos com pena de reclusão que varia entre quatro a dez anos, além de multa. A criminalização se aplica não apenas ao desvio efetivo do dinheiro público, mas também à mera obtenção ou liberação de recursos, mesmo que não haja um desvio efetivo no ato.

Além disso, a proposta inclui penas para indivíduos que, mesmo não sendo formalmente parte da entidade, colaborem de maneira consciente para sua criação ou manutenção. Esse aspecto amplo do projeto visa coibir a formação de redes de corrupção que possam se utilizar das brechas existentes na legislação atual, que, segundo Silva, não consegue abranger adequadamente as fraudes organizadas que envolvem a criação de estruturas especificamente voltadas para o desvio de recursos públicos.

Cabo Gilberto Silva destaca que a complexidade das parcerias entre o Estado e entidades privadas tem exigido a elaboração de normas mais robustas. Ele argumenta que, embora já existam crimes como peculato e estelionato no Código Penal, existe uma lacuna no tratamento das fraudes que não se configuram como atos isolados.

O próximo passo para o projeto é a análise pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Após essa etapa, ele seguirá para votação no Plenário da Câmara. Para se tornar lei, a proposta ainda precisa passar pelo Senado e ser sancionada.

Essa iniciativa surge em um momento em que a sociedade clama por maior transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos e pode representar um avanço significativo no combate à corrupção.

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