CAMARA DOS DEPUTADOS – “Câmara Debate Falta de Padronização nos Tratamentos para Transtorno do Espectro Autista em Audiência Pública”

Audiência Pública na Câmara dos Deputados Debaterá Direitos e Tratamentos para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista

Na próxima terça-feira, dia 7 de abril de 2026, a comissão especial da Câmara dos Deputados que se dedica a discutir os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) realizará uma audiência pública voltada para o tema dos tratamentos medicamentosos e dos protocolos clínicos associados a essa condição. A sessão está marcada para as 14 horas, no plenário 9, e foi convocada a pedido do deputado Amom Mandel, membro da bancada do Cidadania do Amazonas.

O foco da discussão será o Projeto de Lei 3080/20, que visa institucionalizar a Política Nacional dos Direitos da Pessoa com TEA. Esse projeto busca assegurar que indivíduos com autismo tenham acesso irrestrito aos serviços de saúde, conforme preconizado pela Lei 12.764, sancionada em 2012, que reconhece os direitos dessa população.

No entanto, apesar dos avanços legislativos, o deputado Mandel alerta para as dificuldades que persistem no campo do tratamento. Um dos principais obstáculos apontados por ele é a ausência de padronização nos critérios clínicos utilizados para a prescrição de tratamentos e medicamentos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso tem gerado uma realidade desigual no acesso a cuidados, com variações significativas na disponibilidade de medicamentos e na aplicação de diretrizes terapêuticas entre as diferentes regiões do país.

Mandel enfatiza que “a falta de uma estrutura padronizada e a difusão de diretrizes baseadas em evidências científicas contribuem para a desigualdade no acesso ao tratamento, além de promover práticas heterogêneas que nem sempre estão alinhadas às melhores recomendações clínicas”. Essa situação forma um cenário preocupante, onde muitos pacientes ainda enfrentam barreiras no acesso a cuidados adequados, refletindo a necessidade urgente de uma abordagem mais uniforme e baseada em evidências para garantir que todos tenham acesso a tratamentos eficazes.

A audiência pública é, portanto, uma oportunidade vital para discutir esses problemas e buscar soluções que assegurem o direito à saúde e ao tratamento adequado para pessoas com TEA em todo o Brasil.

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