A iniciativa partiu do deputado Kiko Celeguim, representando o Partido dos Trabalhadores de São Paulo. Ele expressou preocupação com a disparidade entre os valores cobrados e os hábitos de consumo das famílias. Apesar de um reajuste oficial de 6,11% anunciado para 2026, muitos consumidores registraram elevações superiores a 100% no total das faturas. Celeguim argumenta que essa discrepância não pode ser justificada, dado que não houve mudanças significativas no padrão de uso da água.
O debate buscará esclarecer não apenas as causas dos aumentos, mas também os impactos econômicos e sociais decorrentes dessa situação. Durante a audiência, estarão em pauta questões como a atuação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e as possíveis medidas de revisão e reparação financeira para os consumidores afetados.
Celeguim destacou que a situação é alarmante pelo fato de envolver um serviço essencial. Os relatos de usuários, além dos elevados valores das contas, incluem queixas sobre interrupções frequentes no abastecimento, o que acentua a contradição de cobrar mais por um serviço que tem mostrado instabilidade.
“Essa elevação súbita e, aparentemente, sem justificativa pode causar graves problemas financeiros para as famílias, especialmente as de menor renda. O aumento excessivo das tarifas pode resultar em endividamento e comprometer o orçamento para outras necessidades básicas”, afirmou o deputado, ressaltando a necessidade de ações imediatas para proteger os consumidores.
Este encontro na Câmara se apresenta como uma oportunidade vital para discutir a defesa dos direitos dos consumidores e para buscar soluções que garantirão a transparência e justiça nas tarifas de serviços públicos essenciais.
