CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova proposta para criação de Política Nacional de Prevenção das Doenças Cardiovasculares voltada à saúde da mulher no Brasil.

Em uma importante desenvoltura na luta pela saúde das mulheres, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados validou, em dezembro, o Projeto de Lei 1538/25, que propõe a criação da Política Nacional de Prevenção das Doenças Cardiovasculares na Mulher. O autor da proposta, deputado Josenildo (PDT-AP), coloca em foco um tema alarmante: as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres no Brasil.

A proposta visa buscar soluções direcionadas às especificidades da saúde feminina, reconhecendo que os cuidados com o coração das mulheres exigem uma abordagem diferente da utilizada para homens. O projeto delineia três eixos fundamentais. Em primeiro lugar, estabelece que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve garantir acesso a exames, acompanhamento e tratamento focado na saúde cardiovascular das mulheres. Em segundo lugar, propõe campanhas de conscientização, orientando as mulheres sobre como identificar os sinais de infarto e outros problemas cardíacos, que frequentemente se manifestam de maneira distinta em relação aos homens. Por fim, a política reconhece a importância de levar em consideração as diferenças biológicas e sociais que impactam a saúde cardiovascular feminina.

O deputado Duda Ramos (MDB-RR), relator da proposta, demonstrou apoio à iniciativa, enfatizando que as mulheres apresentam sintomas e fatores de risco diferentes dos masculinos, o que torna necessário um atendimento específico. Ramos destacou que a criação dessa política representa um passo significativo em direção à equidade na saúde, buscando atender de maneira justa e completa às necessidades da população feminina.

O Projeto de Lei 1538/25 está atualmente com caráter conclusivo, o que significa que será avaliado nas comissões de Saúde, Constituição e Justiça e Cidadania antes de sua votação pela Câmara e Senado, para se tornar lei. As próximas etapas são esperadas com atenção, na expectativa de que medidas concretas possam ser implementadas para melhorar a qualidade de vida e saúde das mulheres brasileiras. A aprovação desta proposta pode não apenas salvar vidas, mas também transformar a abordagem das questões de saúde feminina em um contexto mais abrangente e justo.

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