CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova projeto que retém repasses do SUS a organizações que não pagam médicos, buscando garantir direitos trabalhistas e fiscalização adequada.

No dia 28 de janeiro de 2026, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados tomou uma decisão importante ao aprovar o Projeto de Lei 570/25. A proposta estabelece que a administração pública deve reter os pagamentos mensais feitos a organizações da sociedade civil que atuam em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), caso essas entidades não consigam comprovar o pagamento de salários e honorários aos profissionais médicos.

Essa iniciativa visa a implementação de regras mais rigorosas sobre a administração de recursos públicos no setor de saúde, alterando significativamente o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil e a Lei das Organizações Sociais. O relator do projeto, deputado Allan Garcês, do Progressistas do Maranhão, enfatizou a relevância da proposta, que foi originalmente formulada pela deputada Carla Dickson, do União do Rio Grande do Norte. Para fortalecer o texto, Garcês apresentou uma emenda que torna as penalidades mais severas para aqueles que não cumprirem suas obrigações financeiras com os profissionais de saúde.

O novo texto aprovado determina que, a partir do segundo mês de um contrato firmado, as organizações devem apresentar um detalhamento dos médicos que prestam serviços, incluindo informações sobre as horas trabalhadas e a comprovação de pagamentos realizados. Caso uma entidade não comprove que os honorários da equipe médica foram pagos no mês anterior, o governo ficou obrigado a reter os repasses financeiros até que a situação se regularize ou, se necessário, efetuar o pagamento diretamente aos profissionais.

Além disso, Garcês destacou uma alteração que prevê a possibilidade de desqualificação das entidades como organizações sociais em caso de não cumprimento de obrigações trabalhistas. “A legislação atual é omissa em proteger os direitos dos trabalhadores vinculados a essas instituições. É crucial garantir que esses profissionais não sejam prejudicados em relação ao pagamento de seus direitos”, ressaltou o relator.

O Projeto de Lei 570/25 agora segue sua tramitação em caráter conclusivo, com análises pendentes nas comissões de Administração e Serviço Público, bem como na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado tanto na Câmara quanto no Senado.

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