CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara Aprova Projeto que Prioriza Mães Cuidadores em Políticas de Emprego e Inclusão para Pessoas com Deficiência

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados avançou com um projeto de lei significativo, que visa incluir mães cuidadoras e trabalhadores não remunerados que assistem pessoas com deficiência no rol de públicos prioritários em políticas federais de emprego e inclusão produtiva. O Projeto de Lei 114/26, de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC), reconhece a importância social desses cuidadores, propondo a criação de ações específicas que promovam sua autonomia financeira.

A proposta busca abordar uma problemática relevante: a dificuldade que muitos cuidadores, especialmente mães, enfrentam para se inserir no mercado de trabalho devido à dedicação exigida para o cuidado de familiares com deficiência. Com isso, muitas dessas mulheres se veem em uma situação de vulnerabilidade, já que o trabalho não remunerado em suas casas não apenas limita sua capacidade de geração de renda, mas também perpetua desigualdades sociais.

O relator do projeto, deputado Duarte Jr. (Avante-MA), destacou em seu voto a urgência de se propor soluções para essa questão. Ele argumentou que a realidade dos cuidadores de pessoas com deficiência é muitas vezes marcada por uma sobrecarga de responsabilidades, que impede a busca por oportunidades de emprego. “O trabalho de cuidado impõe limitações significativas à inserção dessas pessoas no mercado, agravando situações de vulnerabilidade social e econômica”, afirmou o relator.

Além disso, Duarte Jr. enfatizou que o peso dessa carga recai desproporcionalmente sobre as mulheres, especialmente mães que assumem a totalidade das responsabilidades de cuidado. Este aspecto da proposta reforça a necessidade de um olhar mais atento para as condições que essas mulheres enfrentam.

Agora, o projeto tramita em caráter conclusivo, sendo analisado pelas comissões de Trabalho, Constituição e Justiça e de Cidadania. A expectativa é que, se não houver recurso, a proposta siga para o Senado sem precisar passar pelo Plenário. Para que o texto se torne lei, ainda é necessária a aprovação dos deputados e senadores, além da sanção presidencial. Esta iniciativa representa um passo importante em direção à inclusão e valorização de um segmento muitas vezes esquecida pela política pública.

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