Desenvolvida com a intenção de sanar as consequências muitas vezes silenciadas da violência de gênero, a proposta define que o SUS deve ser ajustado para que o atendimento odontológico a essas mulheres seja ágil, visando não apenas o alívio da dor, mas também a reconstrução do sorriso, que representa um fator essencial para o retorno à normalidade social e emocional.
Além das medidas de atendimento médico, o texto ressalta a importância da formação das equipes de saúde bucal, que devem estar preparadas para reconhecer sinais de violência e agir com empatia e respeito à condição emocional da paciente. Para que tenham direito ao atendimento prioritário, as mulheres deverão apresentar um documento que comprove a situação de violência, tais como boletins de ocorrência ou laudos médicos, facilitando o acesso à ajuda necessária.
O relator do projeto, deputado Vermelho, do PP-PR, enfatizou a relevância de reparar as marcas físicas que podem ser invisibilizadas após os episódios de agressão, reafirmando que a saúde bucal é um componente essencial da saúde geral e dignidade das mulheres. Ele enfatizou que garantir esse tipo de assistência é uma forma efetiva de o Estado contribuir para a reintegração dessas mulheres à vida social e à recuperação de sua autonomia.
Agora, o projeto, que tramita em caráter conclusivo, passará pela análise das comissões de Defesa dos Direitos da Mulher, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para que se torne lei, será necessário que obtenha a aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado. Essa medida representa uma esperança para muitas mulheres que buscam não apenas cuidados de saúde, mas também um caminho para superar a violência e restaurar suas vidas.
