CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova política nacional de combate à sífilis e sífilis congênita para proteger saúde de mães e recém-nascidos no SUS.

Em uma importante decisão, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, que visa modernizar e fortalecer ações de combate à doença, foi aprovada no mês de dezembro e altera a legislação que institui o Dia Nacional de Combate à Sífilis, comemorado no terceiro sábado de outubro.

Esse novo marco legal tem como principal objetivo reduzir a incidência da sífilis transmitida de mãe para filho, além de minimizar mortes e complicações relacionadas à saúde de gestantes e recém-nascidos. Para isso, o projeto prevê uma série de diretrizes que abordarão a prevenção e o tratamento da doença. Entre as principais ações, destacam-se o acompanhamento integral de gestantes e seus parceiros, garantindo que todos recebam o tratamento necessário para evitar a transmissão da doença. Além disso, haverá um esforço específico para oferecer cuidados aos recém-nascidos afetados pela sífilis congênita.

Outro ponto relevante incluído no projeto é o fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica, assegurando que as notificações da doença sejam obrigatórias. A formação contínua de profissionais de saúde também será uma prioridade, assim como a realização de campanhas educativas para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico e do tratamento.

A versão aprovada é a do relator, o deputado Geraldo Resende, que fez ajustes no texto original sugerido pela deputada Fernanda Pessoa. Durante a apreciação do projeto, Resende elogiou a proposta, ao mesmo tempo em que destacou falhas, como a erroneamente mencionada “vacinação” contra a sífilis, uma abordagem que não existe. Ele ainda criticou a necessidade de leitos exclusivos e especialistas para um tratamento que pode ser realizado em ambulatórios através das unidades de atenção primária.

A próxima fase do trâmite legislativo envolve a análise do projeto por outras comissões, incluindo as de Defesa dos Direitos da Mulher, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça. Após essa avaliação, a proposta precisará ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado para se tornar lei.

A sífilis, uma infecção sexualmente transmissível, é causada pela bactéria Treponema pallidum. Os sintomas variam com o estágio da infecção, destacando-se feridas indolores e erupções cutâneas, e seu tratamento é realizado principalmente com antibióticos, como a penicilina. A nova política pretende abordar essas questões de saúde de forma abrangente e eficaz, oferecendo um suporte crucial à população.

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