CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova lei que amplia formação em primeiros socorros para educadores em escolas e creches, garantindo atendimento a estudantes com necessidades especiais de saúde.

Em uma votação significativa, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados deu um passo importante ao aprovar um projeto de lei que busca expandir o treinamento de primeiros socorros destinado a professores e colaboradores de instituições de educação básica, além de centros de recreação infantil. Essa proposta, defendida pela relatora Silvia Cristina, tem como objetivo capacitar os profissionais para identificar e atender situações de risco envolvendo alunos com condições de saúde específicas, como doenças crônicas e deficiências.

O projeto em questão, que recebeu o número 714/26 e foi originalmente apresentado pelo deputado Capitão Augusto, passou por um substitutivo que ampliou seu escopo. Inicialmente, a proposta focava apenas na capacitação para lidar com alunos portadores de diabetes tipo 1 e tipo 2. Contudo, a relatora Silvia Cristina argumentou a favor de uma abordagem mais ampla, que abrangesse todos os estudantes que necessitam de cuidados especiais em ambiente escolar.

Com essa mudança, as diretrizes propostas foram retiradas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e agora integrarão a Lei 13.722 de 2018, conhecida como Lei Lucas. Essa legislação surgiu em resposta a tragédias, como a morte do garoto Lucas Begalli, que faleceu durante um passeio escolar após engasgar. Assim, a Lei Lucas tornou obrigatório o treinamento em primeiros socorros nas escolas e centros de recreação infantil.

A relatora enfatizou que a nova redação da lei permite um atendimento mais inclusivo, visto que muitas condições de saúde não estão adequadamente cobertas pelas normas tradicionais de atendimento educativo. A inclusão de vários tipos de cuidados é vista como uma evolução nas práticas de segurança e bem-estar nas instituições de ensino.

Agora, a proposta seguirá para análise nas comissões de Finanças e Tributação, bem como de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne efetivamente uma lei, precisará passar por aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Se aprovada, essa medida pode transformar a abordagem de cuidados de saúde em escolas e instituições de recreação, beneficiando uma gama mais ampla de alunos em situações vulneráveis.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo