Sob a relatoria da deputada Célia Xakriabá, do PSOL de Minas Gerais, a proposta, conhecida como PL 3881/24, foi apresentada originalmente pela deputada Lêda Borges, do PSDB de Goiás. O relator introduziu um substitutivo que ajustou a terminologia utilizada, substituindo “do sexo feminino” por “mulheres”. De acordo com Xakriabá, essa alteração não apenas harmoniza o texto com outras legislações, mas também proporciona maior clareza e segurança jurídica nas medidas de proteção.
Entre as principais diretrizes do novo projeto estão a garantia de atendimento policial especializado, preferencialmente realizado por mulheres nas Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam). A proposta também reforça a necessidade de que outras áreas, como saúde, educação, assistência social e perícia médico-legal, ofereçam atendimento prioritário por mulheres. Além disso, há uma previsão de que sejam alocados recursos nos orçamentos da seguridade social e do Ministério Público para a formação de equipes multidisciplinares compostas essencialmente por servidoras.
Outro aspecto relevante da proposta é a previsão de que as vítimas de violência atendidas pelo Sistema Único de Saúde sejam recebidas por profissionais de saúde mulheres em um ambiente que assegure privacidade, restringindo o acesso de terceiros, incluindo agressores.
Com a aprovação na Comissão, o projeto agora aguarda análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição, Justiça e Cidadania. Para que a proposta se torne lei, é necessário que seja aprovada também pelo Senado. Essa iniciativa representa uma tentativa significativa de fortalecer a proteção a mulheres em situações vulneráveis e garantir que recebam o suporte necessário de forma digna e respeitosa.
