Os pontos cegos são áreas ao redor dos veículos onde o motorista não tem visibilidade direta, nem por meio dos espelhos retrovisores. Frequentemente situados nas laterais traseiras, esses espaços escondem veículos, motocicletas e até mesmo pedestres, sendo uma causa comum de acidentes, especialmente durante mudanças de faixa.
O texto aprovado pela comissão é um substitutivo ao Projeto de Lei 1388/25, originalmente apresentado pela deputada Dayany Bittencourt. O projeto inicial sugeria a inclusão de adesivos refletivos e tecnologias de alerta para aumentar a visibilidade, mas a versão revisada se concentra na colocação de adesivos informativos, conforme argumentou a relatora da proposta, deputada Laura Carneiro.
Em suas declarações, Carneiro destacou a importância da informação sobre os pontos cegos na prevenção de acidentes de trânsito, ressaltando que essa mudança é particularmente benéfica para motociclistas, que estão mais vulneráveis a colidir com veículos grandes. A deputada frisou que “essa prevenção é essencial para a diminuição da ocorrência de acidentes que matam ou incapacitam milhares de brasileiros todos os anos”. Além de salvar vidas, a medida também pode diminuir os custos associados ao tratamento de acidentes, aliviando a carga sobre os sistemas de saúde e previdência social.
O próximo passo para a proposta envolve sua análise pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O caráter conclusivo da tramitação significa que, se aprovada por essas comissões, a proposta não precisará passar pelo Plenário, a menos que surjam discordâncias. Se a proposta avançar, ela deverá ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado para se tornar lei. Com isso, a expectativa é que a nova regulamentação contribua para um trânsito mais seguro e responsável em todo o país.
