CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara analisa projeto que proíbe símbolos religiosos em desfiles de samba, gera polêmica e previsão de multas e suspensão para escolas infratoras.

Câmara dos Deputados Analisa Proposta que Proíbe Imagens Sacras em Eventos de Carnaval

Em um movimento que promete gerar discussões acaloradas, o Projeto de Lei 830/25, de autoria do deputado Pastor Gil do Partido Liberal, foi introduzido na Câmara dos Deputados. A proposta estabelece a proibição da exibição de imagens sacras, símbolos religiosos e representações que possam ser consideradas desrespeitosas à fé cristã, tanto católica quanto evangélica, durante desfiles de escolas de samba e eventos carnavalescos em todo o Brasil.

O parlamentar justifica a iniciativa afirmando que a presença crescente de elementos considerados profanos e ofensivos nos desfiles de Carnaval vem gerando preocupações significativas entre os fiéis e para a sociedade em geral. Pastor Gil observa que esse tipo de manifestação, que deveria ser um espaço de celebração e união, passou a ser visto como um ataque a valores sagrados e à espiritualidade de milhões de brasileiros.

De acordo com o texto da proposta, a violação de sua norma implica uma série de penalidades. Na primeira infração, a escola de samba ou entidade organizadora do evento receberá uma advertência formal. Em casos de reincidência, será aplicada uma multa equivalente a 300 salários mínimos, e, em situações de infrações repetidas, a punição pode incluir a suspensão das atividades do grupo responsável pelo evento por um período de até 36 meses.

A fiscalização da nova regra ficaria a cargo das prefeituras, governos estaduais e dos órgãos responsáveis pela cultura e eventos públicos, além do Ministério Público, que deverá estabelecer canais para que a população possa realizar denúncias anônimas sobre eventuais infrações.

No que diz respeito ao andamento legislativo da proposta, ela será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Cultura, Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados. Para que o projeto se torne lei, precisará ser aprovado tanto na Câmara quanto no Senado Federal, abrindo espaço para um debate intenso acerca da liberdade de expressão e dos limites da arte durante a festividade que é um dos maiores símbolos da cultura brasileira. A proposta mantém, assim, a expectativa de polarizar opiniões em um cenário cultural já repleto de tensões.

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