Câmara dos Deputados Avalia Isenção de Imposto de Renda sobre Participação nos Lucros
No dia 1º de abril de 2026, a Câmara dos Deputados começou a analisar o Projeto de Lei 1044/26, que propõe isentar do Imposto de Renda (IR) os valores recebidos por trabalhadores a título de participação nos lucros ou resultados de suas empresas. A iniciativa visa reformular a abordagem tributária vigente, focando na Lei de Participação nos Lucros das Empresas e na Lei 7.713/88, que disciplina o IR.
Atualmente, a legislação estabelece uma tabela progressiva, que atinge uma alíquota máxima de 27,5% para valores que ultrapassam R$ 16.380,38. O deputado Alfredinho, autor da proposta e membro do PT de São Paulo, argumenta que a cobrança atual vai contra o princípio constitucional que reconhece a participação nos lucros como um direito do trabalhador. Para ele, essa prática gera distorções nas tributação, ao tratar de forma mais rigorosa o trabalhador que recebe R$ 15 mil anuais em comparação ao acionista que arrecada dividendos significativamente superiores.
O deputado enfatizou a necessidade de correção nessa disparidade. “É injusto que o trabalhador que recebe participação nos lucros seja taxado tão severamente, enquanto aqueles que possuem ações e recebem quantias muito superiores estão isentos dessa cobrança”, afirmou Alfredinho.
Este projeto, que pode acelerar a regularização dessa questão tributária, será submetido a um tratamento legislativo de caráter conclusivo, o que significa que será discutido e votado nas comissões de Trabalho, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado, passará pela apreciação do Senado antes de se tornar lei.
A proposta já gerou debates intensos acerca da equidade tributária e do papel da participação nos lucros no fortalecimento da relação entre empresas e seus colaboradores. A expectativa é que, caso a isenção seja aprovada, isso possa resultar em um aumento no engajamento e na motivação dos trabalhadores, além de contribuir para uma distribuição mais justa da carga tributária.
O desfecho dessa proposta poderá impactar não apenas os trabalhadores, mas também a forma como as empresas estruturam suas políticas de remuneração e benefícios. O andamento do projeto será acompanhado de perto, considerando suas implicações para o mercado de trabalho e para a relação tributária no Brasil.
