Brasil se Prepara para Liderar o Mercado Global de Biocombustíveis com Nova Coalizão
Na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados testemunhou o lançamento da Coalizão dos Biocombustíveis, um movimento impulsionado pelas Frentes Parlamentares da Agropecuária, do Biodiesel, do Etanol e da Economia Verde. Sob a liderança do deputado Arnaldo Jardim, presidente da Comissão Especial da Câmara sobre Transição Energética, a coalizão se propõe a unir esforços políticos e econômicos para acelerar a regulamentação e implementação das legislações pertinentes ao setor, notadamente as Leis dos Biocombustíveis, do Hidrogênio Verde e dos Combustíveis do Futuro.
Durante o evento, Arnaldo Jardim expressou sua convicção de que essa iniciativa é um passo crucial para o Brasil se consolidar como uma potência global na produção de biocombustíveis. Ele destacou que, apenas com a Lei dos Combustíveis do Futuro, há um potencial de investimento de cerca de R$ 260 bilhões, e enfatizou a necessidade de criar um “mapa do caminho” que permita ao país reduzir a dependência de combustíveis fósseis, promovendo a geração de empregos e renda.
Além disso, Jardim ressaltou que países como Índia, Indonésia e Estados Unidos estão seguindo o exemplo brasileiro em sua busca por aumentar a produção e o uso de biocombustíveis. O apoio do setor agropecuário à coalizão foi reforçado pelo deputado Sergio Souza, que enfatizou a importância desta iniciativa para a transição energética.
Outro aspecto relevante levantado foi a função da coalizão como um “termômetro” para o mercado externo, ajudando a prevenir flutuações abruptas na produção. O deputado Alceu Moreira, coordenador da Frente Parlamentar do Biodiesel, destacou que a coalizão irá explorar mercados globais, promovendo a venda tanto de matéria-prima quanto de derivados.
Em termos de benefícios ambientais, o empresário André Lavor, diretor da Binatural Energias Renováveis, apresentou dados impressionantes sobre o biodiesel, que tem mostrado reduzir mais de 80% nas emissões de gases de efeito estufa. Segundo as projeções, aumentar a mistura de biodiesel ao diesel para 25% até 2035 poderia evitar a emissão de mais de 500 milhões de toneladas de CO2.
A deputada Marussa Boldrin, relatora da proposta que originou o Programa de Aceleração da Transição Energética, também destacou a importância dessas legislações no contexto de um esforço conjunto dentro do Congresso Nacional para promover a pauta verde e incentivar o consumo de biocombustíveis. Com a solidificação da Coalizão dos Biocombustíveis, o Brasil parece determinado a trilhar um caminho mais sustentável e se afirmar como um líder nesse setor crucial para o futuro energético global.
