CAMARA DOS DEPUTADOS – Brasil deve aproveitar oportunidades trazidas pela inteligência artificial, alerta deputado em lançamento de estudo sobre trabalho e Previdência Social.

Estudo sobre Inteligência Artificial e seu Impacto no Brasil é Lançado em Brasília

No dia 8 de abril de 2026, foi lançado um estudo abrangente intitulado “Inteligência Artificial, Automação do Trabalho, Empregabilidade e Previdência Social”, sob a relatoria do deputado Helio Lopes (PL-RJ). Durante o evento, Lopes destacou a importância de o Brasil não desperdiçar as oportunidades que a nova tecnologia oferece. Segundo ele, apesar das incertezas que cercam as transformações provocadas pela inteligência artificial (IA), é essencial que o país busque maximizar os benefícios e minimizar os riscos associados a essa revolução tecnológica.

A publicação, que compila seis capítulos elaborados por consultores legislativos da Câmara dos Deputados além de sete artigos contribuídos por especialistas na área, aborda as repercussões da IA nas relações de trabalho e na Previdência Social. Os autores do estudo são cautelosos, enfatizando que as consequências da utilização da IA e da automação ainda são imprevisíveis, dependendo fortemente de políticas públicas capazes de promover a proteção social, o desenvolvimento econômico e o fortalecimento da cidadania digital.

As projeções apresentadas no estudo sobre o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) global revelam um cenário de incertezas. Alguns especialistas preveem um crescimento significativo de até 300% nos próximos dez anos, impulsionado pela IA, enquanto outros estimam que os ganhos possam ser inferiores a 2% nesse mesmo período. Este contraste ressalta a complexidade das discussões em torno do impacto da tecnologia.

Em relação ao mercado de trabalho, o estudo sugere que novas tecnologias podem ter um efeito ambivalente, tanto contribuindo para o desemprego quanto transformando as ocupações existentes. A adaptação da força de trabalho às novas exigências do mercado é fundamental, e isso deve ser complementado por políticas sociais e programas de educação tecnológica.

Márcio Jerry, presidente do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara, também comentou sobre os achados do estudo, ressaltando que a IA pode não apenas aumentar a eficiência e a produtividade, mas também provocar deslocamentos ocupacionais que exigem requalificação em larga escala. Ele destacou a responsabilidade do Parlamento em desenvolver legislações que assegurem a proteção da cidadania em um cenário de inovações disruptivas.

A publicação também reflete sobre as previsões de impacto no mercado de trabalho, com estimativas que variam entre 5% e 20% de empregos em risco de extinção. As implicações para a Previdência Social dependem fortemente das mudanças observadas no mercado de trabalho formal, e a adoção de políticas públicas adequadas poderia mitigar esses efeitos.

Por fim, o estudo menciona a necessidade de regulamentar novas formas de trabalho, como as práticas em empresas de transporte por aplicativo, destacando que poucos países têm legislações claras sobre o assunto. Espanha e Chile se destacam por terem adotado medidas regulamentares específicas, enquanto nos Estados Unidos a situação é fragmentada por legislações estaduais.

O estudo, publicado em colaboração com diferentes órgãos da Câmara, apresenta um convite à reflexão sobre o futuro das relações de trabalho e a importância de assegurar que o avanço tecnológico respeite os direitos humanos e contribua para a redução das desigualdades sociais.

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