O presidente explicou que uma comissão especial tem a meta de votar a proposta até o dia 27, o que possibilitará que o texto siga diretamente ao plenário para a deliberação final. Motta também antecipou que se reunirá com o relator da PEC, deputado Léo Prates, até o final da semana para discutir os detalhes do parecer. O encontro, que estava previsto para ocorrer nesta terça-feira, foi adiado em virtude da extensa agenda legislativa em Brasília.
Hugo Motta se comprometeu a manter um diálogo equilibrado com diversos atores envolvidos, incluindo representantes de governos, bancadas e o setor produtivo. Em suas declarações, ressaltou que a proposta visa garantir a redução da jornada de trabalho sem o comprometimento salarial, além de introduzir um novo modelo de descanso que prevê dois dias de folga após cinco dias de trabalho. “Temos plena certeza de que isso não atrapalhará a produtividade do país”, afirmou, confiante nos benefícios da proposta.
Entretanto, um dos principais desafios que ainda se interpõe nas negociações é a definição das regras de transição para a implantação do fim da escala 6×1. Fontes próximas às discussões revelam que já existe um entendimento entre Hugo Motta, integrantes do governo e o relator Léo Prates. O texto da PEC deve ser mais abrangente, focando em mudanças estruturais na jornada de trabalho.
Após a potencial aprovação da PEC, um novo projeto de lei será discutido para regulamentar os detalhes da implementação, atendendo assim a solicitações do Palácio do Planalto. A expectativa é que a proposta não apenas traga melhorias nas condições de trabalho, mas também revise a carga horária semanal de 44 para 40 horas, algo que promete ser um divisor de águas nas relações laborais no Brasil.





