CAMARA DOS DEPUTADOS – Audiência Pública Investiga Impactos da Moratória da Pesca da Piracatinga na Amazônia após Onze Anos de Proibição e Seus Efeitos Sociais e Econômicos

Na quarta-feira, dia 12, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realizará uma audiência pública destinada a discutir os impactos da moratória da pesca e comercialização da piracatinga na região amazônica. O evento está agendado para às 16 horas, no plenário 6 da Câmara.

A iniciativa de promover essa audiência partiu do deputado Raimundo Costa, do PSD da Bahia, que levantou preocupações sobre os efeitos da moratória que já se estende por 11 anos. Essa proibição, inicialmente implementada para combater a pesca ilegal, tem gerado consequências significativas para milhares de pescadores artesanais e suas famílias que dependem da atividade pesqueira como meio de subsistência. Com a renovação contínua dessa moratória, comunidades inteiras se veem impactadas, enfrentando desafios econômicos e sociais cada vez mais severos.

O deputado enfatiza que a situação demanda uma análise crítica e um debate aprofundado sobre os resultados da moratória e seus efeitos sobre a pesca artesanal, a economia local e a segurança alimentar das populações que habitam a Amazônia. “A manutenção indefinida de uma medida concebida como temporária exige amplo debate público. É essencial considerar evidências técnicas, assim como ouvir aqueles que vivenciam diretamente os impactos dessa política”, ressalta Costa.

A audiência pública contará com a presença de diversos especialistas e representantes do setor, com o objetivo de recolher informações que ajudem a entender a complexidade dos desafios enfrentados na região. A discussão se tornará um espaço para avaliar a eficácia da moratória e explorar possíveis alternativas que possam beneficiar tanto a conservação dos recursos pesqueiros quanto as comunidades locais.

Compreender a dinâmica em torno da piracatinga é crucial, pois essa espécie tem um papel importante na biodiversidade, mas, ao mesmo tempo, a sobrevida das comunidades tradicionais que dependem de sua pesca deve ser igualmente considerada. A expectativa é que o encontro traga à tona propostas e soluções que possam equilibrar a proteção ambiental e a proteção dos meios de vida de quem habita a Amazônia.

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