CAMARA DOS DEPUTADOS – Audiência pública discute cancelamentos unilaterais de planos de saúde coletivos: deputados questionam práticas abusivas das operadoras.

Na tarde desta quarta-feira (9), a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promoveu uma importante audiência pública para discutir o tema dos cancelamentos unilaterais de planos de saúde. O debate foi solicitado pelos parlamentares Eduardo da Fonte (PP-PE), Leo Prates (PDT-BA), Alice Portugal (PCdoB-BA) e Fernanda Pessoa (União-CE), e teve início às 17 horas, no plenário 7.

A discussão surgiu devido ao crescente número de casos de cancelamento unilateral de planos de saúde, muitas vezes sem aviso prévio aos beneficiários. O deputado Eduardo da Fonte ressaltou a recorrência desse problema e destacou que, enquanto nos planos individuais ou familiares os cancelamentos só podem ocorrer em casos específicos como fraude ou inadimplência, nos planos coletivos por adesão ou empresariais as condições de rescisão do contrato não são tão claras.

De acordo com o parlamentar, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não tem conseguido lidar de forma eficiente com o chamado “plano falso coletivo”, onde o contrato por adesão é formado por pessoas sem vínculo representativo com a entidade contratante do plano. Isso gera um cenário de instabilidade e vulnerabilidade para os usuários desses planos. O deputado Leo Prates também se manifestou, criticando a rescisão abrupta de planos de saúde pela seguradora Amil e defendendo a necessidade de estabelecer limites para o cancelamento dos planos.

A deputada Alice Portugal levantou questões sobre as dificuldades enfrentadas pelos segurados na utilização dos planos de saúde, como demora no atendimento, recusa de coberturas e abusos nos reajustes. Ela ressaltou a importância de o Poder Legislativo atuar para proteger os consumidores diante dos abusos cometidos pelas empresas do setor.

Por fim, a deputada Fernanda Pessoa destacou a necessidade de esclarecimentos sobre os cancelamentos de planos de saúde de pessoas com espectro autista e com doenças raras, considerando que tratamentos em andamento podem estar sendo prejudicados. O debate foi enriquecedor e trouxe à tona questões cruciais que precisam ser debatidas e solucionadas para garantir o acesso e a qualidade dos serviços de saúde suplementar no país.

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