CAMARA DOS DEPUTADOS – Aprovação de Programa Nacional de Atenção a Pacientes com Epilepsia Promete Ampliar Dignidade e Combater Estigmas Sociais na Saúde Pública.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou um importante projeto de lei que visa criar um programa nacional de atenção integral às pessoas com epilepsia dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Esta iniciativa, que nasce com o intuito de melhorar a qualidade de vida de milhares de cidadãos afetados pela condição neurológica, também tem a missão de combater o estigma social frequentemente associado à doença por meio de campanhas educacionais eficazes.

A epilepsia é uma afeição médica caracterizada por crises repetidas que podem incluir convulsões, tremores ou até perda de consciência, afetando indivíduos de todas as idades. Diante da relevância do assunto, a relatora do projeto, a deputada Laura Carneiro, do PSD do Rio de Janeiro, defendeu a aprovação do texto durante a discussão na comissão. O projeto, de autoria do deputado Ruy Carneiro, do Podemos da Paraíba, passou por ajustes nas comissões de Saúde e de Finanças e Tributação, onde foram feitas adequações fiscais e a remoção de certas propostas, como a que previa a proibição da demissão de funcionários em razão de crises.

Laura Carneiro destacou a importância de uma ampla campanha de conscientização para que a sociedade trate as pessoas com epilepsia com a dignidade que merecem. O programa de atenção integral, coordenado pelo Ministério da Saúde, incluirá um sistema de informações para acompanhamento dos pacientes, além de um cadastro que garantirá o sigilo das informações pessoais.

Entre os principais pontos do projeto, estão o acesso a atendimento especializado, fornecimento de medicamentos, realização de procedimentos cirúrgicos, disponibilidade de exames e a garantia de leitos para internação e ambulatório. Além disso, a proposta prevê treinamento para profissionais da educação e do transporte público, capacitando-os a identificar e lidar com crises epilépticas. Os pacientes também terão direito a horários especiais de trabalho para possibilitar o tratamento adequado.

Após a aprovação na comissão, o projeto agora segue para análise no Plenário da Câmara. Para ser transformado em lei, será necessário o aval dos deputados e senadores, seguido da sanção presidencial. A conquista de direitos e dignidade para as pessoas com epilepsia aguarda, portanto, a atenção dos legisladores, que podem fazer a diferença na vida de muitos cidadãos.

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