Câmara dos Deputados aprova regime de urgência para projetos do ajuste fiscal de Haddad, mas enfrenta resistência de partidos.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou a aplicação do regime de urgência para dois projetos de lei que fazem parte do pacote de ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Essa medida tem como objetivo acelerar a tramitação dos projetos, permitindo que sejam votados diretamente no plenário, sem a necessidade de passar por comissões temáticas.

O primeiro projeto aprovado limita o crescimento real do salário mínimo a até 2,5% ao ano e também prevê um pente-fino nos programas sociais. Já o segundo projeto estabelece gatilhos para o cumprimento das metas fiscais e o bloqueio de emendas parlamentares. Essas propostas são consideradas fundamentais pelo governo para a recuperação da economia e o equilíbrio das contas públicas.

A votação dos projetos se deu após o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmar que o governo não contava com os votos necessários para a aprovação das urgências. No entanto, Lira garantiu que não faltariam votos na Casa e que o tema seria debatido com seriedade pelos parlamentares. Apesar disso, houve divergências em relação à escolha do relator dos projetos e ao mérito das propostas, o que demonstra a complexidade do assunto em debate.

O governo, por sua vez, tem a expectativa de iniciar o pagamento das emendas parlamentares represadas a partir da próxima sexta-feira. No entanto, a disposição do Congresso para avançar com o pacote de corte de gastos ainda é mínima, como evidenciado pela decisão do partido União Brasil de fechar questão contra a urgência do pacote. A votação do mérito dos projetos está prevista para ocorrer após o início do pagamento das emendas, o que indica que o tema continuará sendo debatido intensamente nas próximas semanas.

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