O primeiro projeto aprovado limita o crescimento real do salário mínimo a até 2,5% ao ano e também prevê um pente-fino nos programas sociais. Já o segundo projeto estabelece gatilhos para o cumprimento das metas fiscais e o bloqueio de emendas parlamentares. Essas propostas são consideradas fundamentais pelo governo para a recuperação da economia e o equilíbrio das contas públicas.
A votação dos projetos se deu após o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmar que o governo não contava com os votos necessários para a aprovação das urgências. No entanto, Lira garantiu que não faltariam votos na Casa e que o tema seria debatido com seriedade pelos parlamentares. Apesar disso, houve divergências em relação à escolha do relator dos projetos e ao mérito das propostas, o que demonstra a complexidade do assunto em debate.
O governo, por sua vez, tem a expectativa de iniciar o pagamento das emendas parlamentares represadas a partir da próxima sexta-feira. No entanto, a disposição do Congresso para avançar com o pacote de corte de gastos ainda é mínima, como evidenciado pela decisão do partido União Brasil de fechar questão contra a urgência do pacote. A votação do mérito dos projetos está prevista para ocorrer após o início do pagamento das emendas, o que indica que o tema continuará sendo debatido intensamente nas próximas semanas.
