O substitutivo foi apresentado pelo deputado Delegado da Cunha (União-SP) e altera o Código Penal brasileiro, assim como a Lei de Crimes Hediondos. Com esse texto, novas categorias de vítimas passam a ter um nível de proteção penal ampliado, refletindo a preocupação com a segurança de agentes que desempenham funções legadas ao combate à criminalidade e manutenção da ordem pública.
O projeto original já previa que homicídios e lesões corporais de caráter gravíssimo contra profissionais de segurança privada fossem considerados crimes hediondos. Com as alterações agora aprovadas, o autor enfatiza a necessidade de tratamento igualitário em relação à proteção jurídica destinada a esses profissionais. Em seu discurso, Delegado da Cunha traçou um paralelo emblemático, comparando casos de feminicídio com execuções de policiais, destacando que ambos os crimes têm como motivação a condição da vítima.
O deputado ressaltou estatísticas alarmantes, mencionando 170 homicídios de policiais registrados no ano anterior, com muitos destes ocorrendo mesmo durante os períodos de folga, o que aponta para uma grave questão de segurança pública.
De acordo com as novas disposições, a pena para homicídio qualificado poderá variar agora entre 20 a 40 anos de reclusão, um aumento significativo em relação ao intervalo anterior, que era de 12 a 30 anos. Além disso, as penas para lesões corporais dolosas poderão ser ampliadas em até dois terços nas mesmas circunstâncias, refletindo uma tomada de posição mais rigorosa por parte do legislador.
A proposta também considera crime hediondo a lesão corporal gravíssima e aquela que resulta em morte, estabelecendo penalidades rigorosas para protegê-los no exercício de suas funções. Os crimes hediondos não oferecem a possibilidade de anistia, grace ou fiança, e o cumprimento da pena é iniciado em regime fechado, uma medida que reforça a seriedade do texto em tramitação. Essa nova legislação, se aprovada pelo Senado, poderá não só mudar a dinâmica de segurança pública, mas também atuar como um eficaz dissuasor contra a violência direcionada a esses profissionais.
