Entre os destacados na sessão, esteve o deputado Nilto Tatto (PT-SP), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista. Ele atribuiu esses números positivos a uma política governamental que prioriza a fiscalização e o cuidado com o meio ambiente. Tatto sublinhou que, enquanto o Executivo apresenta avanços na gestão ambiental, o Legislativo, muitas vezes, adota medidas que podem ser prejudiciais, refletindo uma tensão entre as esferas de governança.
O ambiente de discussão não se limitou a comemorações. Maurício Guetta, diretor de Direito e Políticas Públicas da ONG Avaaz, fez críticas incisivas à nova Lei de Licenciamento Ambiental e a outras legislações recentes que, segundo ele, negligenciam um debate público apropriado. Para Guetta, essas mudanças legislativas podem comprometer a proteção ambiental, subestimando a necessidade de um diálogo mais profundo.
Por outro lado, Guilherme Checco, secretário-executivo adjunto do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, defendeu medidas proativas, propondo a utilização de emendas parlamentares para o Fundo Nacional do Meio Ambiente. Checco argumentou que direcionar recursos para os municípios fortalecerá as brigadas de combate ao desmatamento e permitirá um planejamento mais eficaz.
Na sequência de debates, Thiago Barral, da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, elogiou leis que visam à descarbonização da economia. Ele ressaltou a importância de um olhar de longo prazo sobre as novas legislações, citando exemplos como o Programa de Mobilidade Verde e Inovação. Barral acredita que essas iniciativas são apenas o começo de um processo que exigirá tempo e comprometimento para gerar resultados tangíveis na sociedade.
Assim, a sessão na Câmara dos Deputados se configurou como um momento de reflexão e esperança, mas também de alerta sobre os desafios que ainda persistem na luta pela preservação ambiental no Brasil.
