Câmara dos Deputados Adia Votação sobre Fim da Escala 6×1; Nova Data Prevista para Quarta-feira, 27 de Maio de 2026

Na última segunda-feira, 25 de maio de 2026, a votação sobre o fim da jornada de trabalho 6×1, que estava programada para ocorrer na comissão especial da Câmara dos Deputados, foi adiada após um pedido de vistas. A solicitação foi feita pelo deputado federal Mauricio Marcon, do PL do Rio Grande do Sul, e foi acatada com base no “direito regimental”, conforme anunciou o presidente do colegiado, Alencar Santana, do PT de São Paulo. A nova data para a votação na comissão está marcada para quarta-feira, 27 de maio, às 10h.

Esta proposta de emenda à constituição (PEC) busca alterar a carga horária semanal de trabalho para um total de 40 horas, distribuídas em um modelo de cinco dias de trabalho seguidos por dois de descanso, sem penalizações salariais. O texto já passou por um parecer liderado pelo deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, que prevê uma transição gradual para a nova carga horária. Inicialmente, 60 dias após a promulgação, a jornada semanal deverá ser reduzida de 44 para 42 horas, seguinda por uma nova diminuição após um ano, quando será estabelecido o limite de 40 horas semanais.

O relatório acrescenta que a futura implementação de uma carga de 36 horas deverá ser acompanhada de subsídios estatais, para garantir uma transição segura. Há também a previsão de que trabalhadores hipersuficientes, aqueles com diplomas de nível superior e rendimentos acima de duas vezes e meia o teto do Regime Geral de Previdência Social, possam negociar suas próprias regras de trabalho.

Durante a discussão, foram rejeitadas emendas que sugeriam um período de dez anos para a implementação das mudanças. O parecer argumentou que essa longa espera comprometeria o acesso a direitos fundamentais sociais e que, por isso, tal proposta seria inconstitucional. Além disso, o texto reconhece a dificuldade em estimar os impactos econômicos da medida, bem como seus efeitos orçamentários.

A PEC ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Câmara e, posteriormente, pelo Senado, antes de ser promulgada. O presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, expressou a intenção de levar a votação ao plenário ainda nesta semana. Esta mudança proposta visa modernizar as relações de trabalho no Brasil e atender demandas históricas por jornadas mais justas e equilibradas for trabalhadores.

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