Câmara dos Deputados Acelera Projeto de Lei que Concede Incentivos Fiscais à Indústria Química e Petroquímica em Transição Tributária

Na última segunda-feira, a Câmara dos Deputados decidiu acelerar a tramitação de um projeto de lei que propõe incentivos fiscais para os setores químico e petroquímico, ao aprovar o regime de urgência para sua análise. Essa iniciativa, que tem como objetivo principal facilitar a transição do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) para o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq), é vista como uma resposta à necessidade de uma estrutura tributária mais sólida e sustentável para esses setores.

O projeto define as novas alíquotas de PIS e Cofins que deverão ser aplicadas durante essa transição, buscando garantir um ambiente regulatório estável enquanto se implementam as mudanças. O impacto fiscal estimado da proposta é significativo, mas, segundo os defensores do projeto, será compensado por uma previsão de arrecadação de R$ 1,1 bilhão estabelecida na Lei Orçamentária Anual de 2026. Além disso, há uma compensação adicional de R$ 2 bilhões prevista em uma legislação que trata da diminuição de benefícios tributários.

O deputado Afonso Mota, relator da proposta, ressaltou a importância desse projeto no contexto mais amplo da Reforma Tributária que o país está vivenciando. Ele destacou que a transição do atual regime tributário para o novo modelo está relacionada à eliminação das contribuições atualmente aplicáveis ao setor químico e petroquímico. Mota enfatizou que a proposta visa evitar uma descontinuidade abrupta nas políticas públicas que já estão implementadas, assegurando uma previsibilidade regulatória que é crucial para a estabilidade econômica dos setores envolvidos.

A aprovação do regime de urgência reflete a intenção do legislativo de tratar rapidamente das questões que impactam a competitividade das indústrias química e petroquímica no Brasil. Com esse passo, o governo busca garantir um ambiente favorável ao investimento, promovendo a sustentabilidade e a estabilidade econômica em um momento de mudanças significativas na legislação tributária do país. Essa dinâmica revela a preocupação do Estado em apoiar abordagens que garantam não apenas o crescimento econômico, mas também a sustentabilidade a longo prazo do setor industrial.

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