A estratégia delineada pelo governo e seus apoiadores é apresentar uma PEC que contenha um texto mais conciso, focando especificamente na alteração da Constituição referente à jornada e à escala de trabalho. Os aspectos detalhados sobre a implementação das mudanças ficarão para ser debatidos mais à frente na tramitação do projeto de lei pertinente. Essa abordagem busca facilitar a aprovação, uma vez que a proposta será reduzida a questões fundamentais.
Fontes entre os envolvidos no processo legislativo indicam que a PEC provavelmente se concentrará na definição de uma jornada de trabalho de cinco dias por semana, com dois dias de repouso, além de estabelecer um limite de 40 horas semanais, garantindo que não haja redução salarial. Essas medidas visam oferecer um novo formato de organização do trabalho, potencialmente melhorando a qualidade de vida dos trabalhadores.
No entanto, a discussão sobre o fim da escala 6×1 tem gerado um debate acalorado no Congresso, especialmente com a mobilização de movimentos trabalhistas e campanhas nas redes sociais. Apesar do apoio por parte de algumas forças políticas, a proposta enfrenta resistência significativa de parlamentares vinculados ao setor empresarial. Eles argumentam que as mudanças poderão resultar em um aumento nos custos operacionais das empresas e, consequentemente, afetar a geração de empregos.
Os aliados do governo, por sua vez, ressaltam que a redução da jornada de trabalho poderá proporcionar uma melhor qualidade de vida aos trabalhadores, além de abrir espaço para discussões sobre novos modelos produtivos que se alinhem às necessidades da sociedade contemporânea. A previsão é que esse tema continue a mobilizar de maneira intensa o debate político nos próximos meses, à medida que a tramitação da PEC e do projeto de lei avança no legislativo.





