Allan Pierre enfatizou a longa espera de 21 anos para que o Plano Diretor fosse enviado à Câmara, apontando que essa é uma oportunidade única para promover um diálogo extenso e ouvir a sociedade civil organizada, setores produtivos e comunidades. Para ele, a validade do plano será de dez anos, o que demanda uma abordagem participativa, considerando as complexidades urbanas e ambientais da cidade.
Marcelo Palmeira, presidente da Comissão de Assuntos Urbanos, destacou que o colegiado se reunirá para alinhar as tratativas sobre o plano. Ele frisou a necessidade urgente de realinhamento nas questões urbanas e pediu paciência e maturidade aos vereadores para alcançar um resultado positivo em benefício da sociedade.
Por sua vez, Samyr Malta levantou a questão sobre a morosidade do processo de aprovação do plano, destacando a necessidade de uma participação abrangente de todas as comunidades para que o documento reflita as necessidades de todos os cidadãos. Ele enfatizou que, por ser uma matéria de grande relevância histórica, o apoio unânime dos 27 vereadores é fundamental.
Chico Filho, presidente da Câmara, reiterou que a evolução do Plano Diretor dependerá de um esforço concentrado para atualizar uma legislação que se encontra defasada desde 2005. Ele garantiu que toda a tramitação será pautada pela transparência e legalidade, promovendo audiências públicas e mantendo um diálogo constante com a sociedade civil e setores envolvidos.
Teca Nelma acrescentou sua perspectiva, ressaltando que a falta de uma atualização da legislação urbana resultou em consequências negativas, como o afundamento do solo em determinados locais da cidade, uma situação alarmante impulsionada pela atuação da mineradora Braskem.
O Plano Diretor é um instrumento decisivo para o desenvolvimento urbano, estabelecendo diretrizes e estratégias que visam um crescimento sustentável. Ele aborda tópicos fundamentais como habitação, segurança, mobilidade, meio ambiente e participação popular, sendo uma exigência legal que visa assegurar a qualidade de vida e o desenvolvimento das funções sociais da cidade. A participação ativa da população nesse processo é essencial para garantir que as necessidades e expectativas dos cidadãos sejam atendidas, refletindo um compromisso com um futuro sustentável para Maceió.





