Câmara aprova projeto que eleva penas para bullying e cyberbullying, buscando reforçar a proteção contra a violência escolar e virtual no Brasil.

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados tomou uma decisão significativa ao aprovar um projeto de lei que visa endurecer as penas para os crimes de bullying e cyberbullying. O texto aprovado é uma nova versão apresentada pelo relator, deputado Ruy Carneiro, em resposta ao Projeto de Lei 847/19, de autoria do senador Confúcio Moura, e abrange mais de 30 propostas que tramitavam simultaneamente.

No parecer, o relator destacou que esse substitutivo moderniza e aprimora o arcabouço jurídico relacionado às condutas de intimidação sistemática e de intimidação digital. As mudanças promovidas introduzem uma definição clara de bullying, caracterizando-o como a prática de intimidar alguém de forma repetitiva, empregando violência, seja física ou psicológica. Essa definição abrange atos de humilhação, discriminação e diversas formas de agressão verbal e moral. A nova penalização para esses atos deixa de ser uma mera multa e passa a incluir detenção que varia de seis meses a dois anos, além de sanções financeiras.

Quanto ao cyberbullying, o substitutivo mantém a pena mais severa, que vai de dois a quatro anos de reclusão, refletindo a seriedade com que o legislador encara essa modalidade de crime, cada vez mais comum no mundo conectado em que vivemos. O novo texto enfatiza que as pessoas que perpetraram esses crimes podem enfrentar punições adicionais, sem que isso exclua outras infrações penais que possam ter sido cometidas.

Além das definições e penas, a proposta também tem o objetivo de eliminar expressões consideradas redundantes ou contraditórias da legislação existente, simplificando e tornando mais claras as disposições legais.

Agora, o projeto de lei seguirá para análise de outras comissões da Câmara, como as de Comunicação, Segurança Pública e Constituição e Justiça. A proposta, para se tornar lei, ainda precisa passar por votação no plenário e receber aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado. Essa iniciativa legislativa representa um passo importante na luta contra a violência e a discriminação, visando uma sociedade mais justa e respeitosa, principalmente para os jovens.

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