Entretanto, sob a relatoria do deputado Coronel Assis (PL-MT), a proposta passou por alterações significativas. O relator optou por remover as disposições que abordavam a esfera civil da proposta, focando apenas na responsabilização penal. Além disso, Assis sugeriu a anexação de duas outras PECs à matéria: a PEC 8/2026, que abrange a redução da maioridade penal para crimes hediondos, e a PEC 9/2026, que estipula a responsabilização criminal para adolescentes a partir de 12 anos em casos de violência extrema e crimes contra a vida.
Durante sua defesa, Coronel Assis afirmou que a aprovação da PEC reflete uma demanda popular por maior segurança e justiça, argumentando que a dor das vítimas não muda com a idade do infrator. Ao se dirigir a seus colegas, enfatizou que a sociedade espera respostas contundentes em relação à criminalidade juvenil.
Agora, a proposta seguirá para uma comissão especial, onde será minuciosamente analisada antes de retornar ao plenário para votação em dois turnos. A nova discussão conjuga visões divergentes, entre aqueles que defendem uma abordagem mais rigorosa frente aos crimes cometidos por adolescentes e os que enfatizam a necessidade de uma justiça restaurativa e preventiva para jovens em conflito com a lei. A tramitação da PEC promete acirrar os debates sobre segurança pública e direitos humanos na sociedade brasileira.
