Por muitos anos, essa estrutura foi considerada um fenômeno geológico inativo, sem sinais de atividade. No entanto, um estudo recente conduzido por especialistas da Universidade de Kobe e da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia (JAMSTEC) revelou que a atividade geológica sob o leito marinho persiste e é significativa. Os pesquisadores descobriram a presença de um reservatório de magma considerável localizado logo abaixo da caldeira, cuja forma e extensão foram caracterizadas na pesquisa publicada na revista Communications Earth & Environment.
De acordo com os geofísicos, existe uma relação direta entre o novo magma encontrado e a erupção histórica. A localização e a amplitude deste reservatório indicam que ele pode de fato ser parte do mesmo sistema que causou a erupção há milênios. No entanto, um dos achados mais interessantes é que a composição do magma atual é diferente do material ejetado durante a erupção anterior, sugerindo uma reabastecimento contínuo.
A partir das análises, foi identificado que nos últimos 3.900 anos uma nova cúpula de lava começou a se formar no centro da caldeira. Essa nova atividade vulcânica indica que o magma não é remanescente da erupção antiga, mas sim uma injeção de magma mais recente. Esta nova evidência não apenas ilumina a dinâmica geológica da Kikai, mas também oferece um modelo que pode ser aplicado ao entendimento de outras caldeiras gigantes, como Yellowstone e Toba.
Os especialistas afirmam que as descobertas da equipe podem ter vastas implicações para o estudo dos ciclos de magma, promovendo um entendimento mais abrangente sobre como esses sistemas funcionam ao longo de milênios. Essa pesquisa abre portas para futuras investigações sobre a atividade vulcânica e sua relação com os ciclos meteorológicos e ambientais da Terra.
