Entre os adicionais previstos no Bolsa Família, destaca-se o Benefício Variável Familiar Nutriz, que concede até seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês com menos de seis meses, visando assegurar a alimentação adequada das crianças nesse período crucial. Além disso, o programa oferece um aumento de R$ 50 para gestantes e nutrizes, bem como um acréscimo de R$ 50 para cada filho na faixa etária de 7 a 18 anos. Para crianças de até seis anos, o valor aumenta para R$ 150.
Em termos de cronograma, os pagamentos do Bolsa Família são realizados nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem acessar informações detalhadas sobre datas, valores e composição das parcelas por meio do aplicativo Caixa Tem, que também permite a gestão das contas poupança digitais da instituição.
Uma iniciativa recente da instituição foi o pagamento unificado, realizado no último dia 17, que beneficiou 207 cidades em oito estados, independentemente do NIS, uma medida que favoreceu, em especial, os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que enfrentam problemas relacionados à seca. As cidades incluídas na lista de pagamento antecipado também estão localizadas em estados como Amazonas, Paraíba, Paraná, entre outros, e foram selecionadas com base em critérios que contemplam condições climáticas adversas e a presença de comunidades indígenas vulneráveis.
Nos últimos meses, uma nova medida impactou a dinâmica do programa: o fim do desconto do Seguro Defeso para beneficiários do Bolsa Família, uma mudança implementada pela Lei 14.601/2023. Essa lei visa fortalecer o programa e oferece um suporte vital para pescadores artesanais, que enfrentam desafios durante o período conhecido como piracema, quando a pesca não é permitida.
Em junho, cerca de 2,26 milhões de famílias estão sujeitas a uma “regra de proteção”, que proporciona um benefício médio de R$ 369,27. Essa regra é especialmente benéfica para famílias que, mesmo alcançando uma melhoria na renda, ainda mantêm uma condição financeira delicada, permitindo-lhes receber 50% do benefício original por até um ano, contanto que a renda de cada membro não ultrapasse R$ 706. Recentemente, 140 mil novas famílias passaram a integrar essa categoria, refletindo a mobilidade social promovida pelo programa.
Para 2025, a permanência na regra de proteção foi reduzida de dois para um ano, uma medida que afeta apenas as famílias que ingressaram neste período após junho de 2025. Essa mudança representa um esforço contínuo do Governo para adaptar o programa às necessidades em constante evolução da população.
