Caiado começou sua fala afirmando que não tem animosidade em relação aos norte-americanos, mas ressaltou que as soluções para os desafios que o Brasil enfrenta no combate a organizações criminosas, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), devem ser encontradas dentro da própria América do Sul. “Os americanos não vão resolver problema que é nosso. Quem vai resolver esse problema somos nós, brasileiros”, afirmou.
O ex-governador de Goiás criticou a atual administração do Brasil por sua ineficiência no combate ao crime organizado, destacando a crescente influência e a capacidade de atuação desses grupos criminosos, que operam não apenas dentro das fronteiras brasileiras, mas em toda a região. Segundo Caiado, a criação da Sulpol facilitaria a integração das forças policiais dos países sul-americanos, permitindo que os agentes possam trabalhar juntos, trocando informações e operando de maneira coordenada para desmantelar redes criminosas que desrespeitam as leis e afetam a segurança pública.
Caiado também se posicionou como um potencial líder nesta luta. Ele acredita que o Brasil, pela sua posição geopolítica e seu histórico, deve assumir um papel proativo na liderança de operações que visem erradicar o crime organizado na região. A proposta de uma polícia integrada e a crítica ao atual cenário de segurança refletem uma visão mais ampla sobre a importância de soluções locais e regionais, ressaltando a soberania e a capacidade dos países sul-americanos de resolverem seus próprios problemas. Com isso, Caiado busca não apenas promover a segurança, mas também reforçar a identidade e a colaboração entre as nações da América do Sul.




