Em declarações feitas durante um evento em Brasília, Caiado alertou que esses conflitos internacionais poderiam “mascarar o resultado da eleição”, afetando a percepção dos eleitores. Ele descreveu a atual disputa eleitoral como “a mais importante da história do Brasil” e enfatizou a necessidade de manter a atenção em temas internos essenciais, como economia e segurança pública. O ex-governador criticou a convenção por permitir que questões externas ofusquem os debates necessários sobre corrupção, endividamento e debilidade econômica.
Caiado não poupou críticas ao evento, mencionando um momento controverso em que um vídeo de Inteligência Artificial, simulando uma mensagem de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi exibido. Ele considera que isso desvia a atenção dos problemas que a população enfrenta, e instou os eleitores a não aceitarem a ideia de que os candidatos mais rejeitados chegassem ao segundo turno.
As considerações de Caiado foram acompanhadas por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, que também desaprovou o tom da convenção. Kassab ressaltou que um evento dessa magnitude deveria priorizar propostas e visões de futuro, não focar em ataques a outros países. Ele argumentou que a participação do presidente argentino Javier Milei e os ataques ao governo brasileiro acabaram por desviar a pauta central do encontro, e que tais abordagens apenas enfraquecem as relações internacionais do Brasil.
Em meio a esse cenário conturbado, a participação de Milei provocou uma resposta direta do governo brasileiro, com o Itamaraty convocando o embaixador em Buenos Aires para discussões sobre as declarações controversas do presidente argentino. A conexão entre as polêmicas regionais e as eleições brasileiras parece mais complexa do que nunca, e a necessidade de um debate mais centrado nas questões nacionais se torna cada vez mais urgente.




