Caiado critica Lula pela gestão comercial e aponta responsabilidade do governo sobre avanço do narcotráfico e corrupção no Brasil.

Caiado Critica Lula e Aposta em Mudanças nas Relações Comerciais do Brasil

O pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático (PSD), manifestou duras críticas à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente no que se refere à condução das relações comerciais do Brasil com os Estados Unidos e a União Europeia. As declarações de Caiado ocorreram durante uma coletiva de imprensa realizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, após o evento Agro 360º, nesta terça-feira, 9 de junho de 2026.

Caiado, que já se posicionou contra o chamado “tarifaço” implementado pelo ex-presidente Donald Trump, reforçou que sua estratégia, caso eleito, seria resolver os entraves do agronegócio brasileiro desde os primeiros dias de sua gestão. Ele destacou que sempre condenou essa prática de aumento de tarifas e considerou que a Seção 301, um mecanismo da legislação comercial americana utilizado para investigar e punir práticas que prejudicam o comércio dos EUA, é uma ferramenta séria e não arbitrária.

Em recente relatório, o Representante Comercial dos EUA incluiu o Brasil entre 60 países sob investigação, citando falhas no combate ao trabalho forçado e problemas na rastreabilidade do rebanho bovino, práticas que têm chamado a atenção das autoridades norte-americanas.

Caiado atribuiu a responsabilidade pelos problemas à gestão atual, afirmando que o Brasil não tem se posicionado adequadamente frente ao narcotráfico e à corrupção que afetam tanto as empresas quanto as instituições financeiras. “O presidente Lula está arrastando a imagem do Brasil para o fundo do poço”, declarou o pré-candidato, criticando a inação do governo.

Além das questões comerciais, Caiado também se dirigiu aos ministros da Agricultura, acusando-os de não defender adequadamente o setor diante das sanções europeias contra a carne bovina brasileira. Ele enfatizou a qualidade do rebanho nacional, ressaltando que o boi brasileiro é criado sem anabolizantes ou hormônios, e chamou atenção para a possibilidade de uma resposta rápida do governo federal às supostas penalizações.

O ex-governador de Goiás se comprometeu a utilizar o potencial estratégico do Brasil — particularmente em relação às terras raras e semicondutores — como moeda de troca nas negociações globais. “O Brasil possui a capacidade de produzir recursos que são fundamentais para o futuro da tecnologia e da indústria”, afirmou.

Em março deste ano, Caiado havia firmado acordos que garantiram o acesso dos Estados Unidos a reservas dessas terras raras, uma decisão que gerou controvérsias e críticas sobre a falta de contrapartidas comerciais. Com a candidatura oficializada pelo PSD no final de março, Caiado se posiciona como uma alternativa em um cenário político marcado por intensos debates sobre economia e políticas de governança.

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